9 de julho de 2015

Condição não determina posição

Já vi mendigos virarem empresários e empresários virarem mendigos. Pessoas sem caráter influenciando e pessoas exemplares vivendo no anonimato. Talentosos natos sem aplausos e gente "sem noção" arrastando multidões. Iletrados dando emprego para profissionais formados e diplomados afundados no desemprego. Ricos humildes e pobres orgulhosos. Um que vale por mil e mil que não valem por um. Desconhecidos colocados em lugares de destaque e famosos sem lugar.

Condição não determina posição. As limitações humanas, a classe social, a instrução, a raça, a reputação... Nada disso pode definir a posição que uma pessoa ocupará na família, na sociedade, nos negócios e no mundo.

O que define a posição que um indivíduo ocupará são dois fatores: a disposição e a fé. Já vi muitas pessoas que tinham tudo para alcançar o sucesso mas não alcançaram porque não estavam dispostas a enfrentar os desafios e nem acreditavam em si mesmas. Em um oposto, vi pessoas que tinham tudo para escreverem uma história de fracassos, mas chegaram longe porque tiveram disposição para fazer o que era necessário e acreditaram no seu potencial - ainda que ninguém acreditasse.

Logo, percebemos que esse cenário descrito no primeiro parágrafo não é uma questão de injustiça. Muito pelo contrário, trata-se da justiça mais pura que existe, porque cada um colheu exatamente o que plantou. Quem se dispôs e creu, alcançou, quem preferiu ficar na zona de conforto e duvidou de si mesmo, ficou para trás.

Qual posição você deseja ocupar - no seu mundo e na totalidade do mundo? Não espere ter condições - quem garante que um dia você terá? - apenas tenha disposição e fé. Essas coisas você não precisa esperar para ter, é você mesmo quem escolhe ter ou não.

Quem tem ouvidos para ouvir, ignore sua condição, disponha-se e acredite!

7 de julho de 2015

Você pode ter o talento que quiser

Já perdi a conta de quantas pessoas me elogiaram por eu saber fazer várias coisas diferentes. Esse meu jeito "polivalente" sempre me fez atrair mais responsabilidades, mais compromissos e mais oportunidades. E, na mesma proporção que ouvi elogios, também ouvi suspiros desapontados seguidos de frases como estas: "Ah, eu queria ser assim também", "Meu sonho é saber fazer isso que você faz", "Eu nunca vou conseguir fazer como você", "Eu não levo muito jeito pra isso", "Já tentei, mas não consegui", "Não é a minha praia", "Faz para mim? O seu é bem melhor", dentre outras. Quando ouvia esse tipo de coisa, me sentia indignada, porque percebia que essas pessoas estavam se limitando, tornando-se escravas de tais pensamentos. Além disso, eu sabia que se tratava de algo extremamente simples, que elas não conseguiam entender.

Existem talentos que nascem com a gente. Quantas pessoas você já viu que nunca fizeram aula de canto, e são super afinadas? Ou que nunca fizeram um curso de desenho, mas conseguem fazer rostos com perfeição? Mas nós não precisamos ficar limitados aos talentos que já temos por natureza. Nós podemos ter o talento que quisermos.

Sim, é isso mesmo! Você pode ter o talento que quiser. Quer saber como?

Voltando ao meu exemplo, se sou boa em muitas coisas, como costumam dizer, é por dois motivos:
1) porque gosto de muitas coisas
2) porque investi em muitas coisas

Eis a fórmula para desenvolver um talento que não nasceu com você: você precisa GOSTAR de fazer determinada coisa e INVESTIR nela.

Creio que seja impossível alguém ser bom em algo que não goste. O prazer naquilo que se faz é o que irá lhe motivar a fazer sempre mais, e, consequentemente, a fazer melhor. Por isso, esteja atento ao que você gosta de fazer. Se você gosta de desenhar, por exemplo, mas ainda não é tão bom nisso, já está no meio do caminho. Agora, lhe falta a segunda parte, que é o investimento. Tudo aquilo que não recebe investimento não se desenvolve. Por isso, você deve investir naquilo que gosta. Procure adquirir um conhecimento mais profissional sobre o assunto e dedique tempo para exercitar suas habilidades. Você ficará surpreso com os resultados.

A título de exemplo, deixo abaixo alguns talentos meus e o como investi neles (porque gosto de todos):

- desenhar: pratico desde criança e tive um aprendizado mais profissional na faculdade e em um curso paralelo que fiz
- escrever: escrevo constantemente e procuro ler sobre assuntos que me interessam
- compor: fiz aula de violão durante 2 anos e canto durante 1. Toco regularmente e recentemente retomei as aulas de canto. A habilidade na escrita também me ajuda nesse talento
- desenvolvimento de artes digitais: quando ganhei meu primeiro computador, mexia tanto nos programas básicos - como paint, word e power point - que aprendi a fazer coisas nesses programas que a maioria das pessoas não conseguem fazer. Daí, parti para os programas de edição de imagem e vídeo. Também aprendi um pouco mais sobre outros na faculdade.
- criatividade: desde criança também, sempre procurei fazer algo diferente da maioria. Fazia colagens, usava materiais diferentes, passava horas para fazer uma capa de trabalho.   

Eu não nasci com nenhum desses talentos. Todos foram desenvolvidos com o passar dos anos, simplesmente porque gosto de praticá-los e invisto neles. E, no dia que eu parar de gostar ou de investir, eles irão parar de crescer também.

Qual talento você quer ter? E o que está esperando para alcançá-lo?

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

6 de julho de 2015

Bonita ou comum?

Se você estivesse em um lugar público, e quisesse entrar em um determinado prédio que tivesse duas portas, uma com o escrito "bonita" e outra com o escrito "comum", por qual você passaria?

Recentemente, a Dove lançou mais uma campanha e fez com que mulheres de 5 cidades internacionais (São Francisco, Xangai, Deli, Londres e São Paulo) refletissem sobre sua própria beleza.


Assista o vídeo da campanha abaixo.


Por que algo tão simples parece tão desafiador, para a maioria das mulheres? Por que a maioria se considerou comum, e não bonita? Por que algumas tiveram que ser arrastadas pelas suas amigas ou familiares para a porta "bonita", e outras se arrependerem por terem passado pela "comum"?

De modo geral, podemos perceber que, quem passou pela porta "comum", chegou do outro lado se sentindo mais comum ainda, e quem passou pela porta "bonita", se sentiu mais bonita ainda. 

Dizem que as palavras têm poder - e eu concordo plenamente! - mas, em alguns casos, somos nós que damos poder a elas. Nessa situação provocada pela campanha, foi uma questão de escolha, e as mulheres poderiam decidir para qual palavra dariam poder. Infelizmente, a maioria fez uma escolha ruim, e a palavra "comum" ganhou ainda mais força em suas mentes e corações. Elas usaram o seu poder de escolha da forma errada, e transferiram suas forças para uma palavra que, até então, não poderia influenciá-las em nada. Somente a partir de então, a tal palavra pôde ter um peso em suas vidas.

Devemos prestar muita atenção a quais palavras estamos concedendo poder. Infelizmente, temos a estranha e perigosa mania de dar mais crédito à opinião de estranhos do que à opinião de pessoas que conhecemos. Costumamos nos inclinar para ouvir críticas e tapamos os ouvidos para ouvir elogios sinceros. Acreditamos quando dizem coisas ruins sobre nós, e rejeitamos as coisas boas que falam ao nosso respeito. Isso não é ser humilde, ao contrário do que muitos pensam. Isso é ser inseguro, é ter a mente pequena - pois, quem não consegue enxergar as próprias qualidades e vê apenas defeitos em si mesmo, realmente tem uma mente muito limitada.

Se esse tem sido o seu problema, comece a dar poder para as palavras certas. Alimente com doses generosas de fé palavras como bonita, confiante, inteligente, valiosa e capaz. Essas palavras vão usar a força que você deu a elas para lhe beneficiar, enquanto as opostas a essas - comum, insegura, ignorante, inferior e incapaz - usarão a força que você deu a elas para lhe prejudicar. Não é difícil perceber qual é a atitude mais inteligente a ser tomada.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

5 de julho de 2015

Você pode ser perfeito

"...anda na Minha presença e sê perfeito." 
Gênesis 17.1

Deus jamais nos pediria ou exigiria algo que não pudéssemos fazer. Se Ele disse para Abraão ser perfeito, é porque Abraão poderia fazer isso. Mas como um ser humano poderia alcançar a perfeição?

Deus não estava exigindo que Abraão não cometesse erros - Ele sabia que isso era impossível para alguém de carne e osso. Mas Deus queria que Abraão visasse a perfeição. Se ele tivesse a perfeição como seu objetivo, consequentemente erraria menos, estaria mais atento às suas atitudes, e andaria em direção à essa meta, embora nunca pudesse chegar até ela.

Ser perfeito é ter a perfeição como seu objetivo.

Quem tem ouvidos para ouvir, seja perfeito.

4 de julho de 2015

"Eu não fiz tempo..."

Essa é a frase que aprendi a falar para mim mesma e para os outros quando deixo de fazer alguma coisa que deveria ter feito. 

O que mais gosto nela é o fato de ela não ser uma desculpa, como a clássica "não deu tempo", mas ser um reconhecimento da minha própria falha e a repetição verbal  da consciência de que a responsabilidade é totalmente minha.

Há alguns meses, aprendi a diferença entre "ter tempo" e "fazer tempo". É óbvio que não temos todo o tempo do mundo para fazer tudo o que quisermos, mas temos tempo disponível para fazer o que é necessário. Podemos fazer tempo para tudo o que é prioridade. O verdadeiro problema não está na falta de tempo, mas na dificuldade em estabelecer as prioridades. 

Transferir a culpa para o tempo, além de não ser uma justificativa plausível, também não é eficaz. Ela alimenta seu orgulho -  o culpado nunca é você, são coisas das quais você não tem controle - e não resolve o problema. Torna-se um ciclo vicioso, e isso resulta em uma vida de compromissos adiados e sem avanço. 

Experimente também a dizer essa frase quando deixa de fazer algo. Ela lhe faz refletir sobre a forma como você poderia ter agido para que as coisas tivessem sido diferentes. Assim, você saberá como agir da próxima vez para não acontecer o mesmo, e ainda desenvolverá a consciência de que sua vida está em suas mãos.

Você não tem o controle do tempo. Mas você tem o poder de administrar o SEU tempo.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Não confie em sua memória

A cada dia que passa, adquirimos novas responsabilidades, temos mais compromissos e tarefas para realizar. Fazemos uma coisa já pensando em outra - se você não é assim, por favor, me passe a receita urgente! - e sentimos a cobrança - interior e exterior - pesar quando não cumprimos os prazos ou não desenvolvemos o suficiente. Então, costumamos ficar chateados com nós mesmos, e focamos em consertar as coisas o mais rápido possível. É justamente aí que nos esquecemos de perguntar aonde foi que erramos. E por não fazer essa simples pergunta, acabamos caindo no mesmo erro novamente. 

A raiz do erro da maioria das pessoas é a mesma: elas confiam em sua memória. Acreditam que não se esquecerão de quais são as suas prioridades, dos detalhes, de algo que fizeram pela primeira vez e precisariam repetir, da frase de impacto que ouviram, das datas de acontecimentos importantes, da pendência que ficou para o dia seguinte, da nova tarefa concedida a elas, das dicas que aprenderam em uma determinada programação... Depois, em um momento aleatório, vem aquela sensação de "estar esquecendo alguma coisa". Nessa hora, começamos a queimar os neurônios tentando lembrar o que é, mas na maioria das vezes, não conseguimos. Assim, acabamos ignorando algo que, por mais simples que pareça ser, era importante para  nós, e sofremos as consequências.

A solução é mais simples e barata do que parece: nós precisamos apenas de papel e caneta. Registrar informações é o jeito mais seguro e eficaz de não esquecê-las ou ignorá-las. É uma ótima maneira também de armazená-las - pois teremos não apenas a memória auditiva delas, mas também a visual.

Isso não serve apenas para os esquecidos ao extremo - como eu - mas para absolutamente todos. Com o acúmulo de tarefas e compromissos, é natural deixarmos escapar uma coisa ou outra - não somos robôs. Por isso, não confie em sua memória. Materialize as informações importantes - já percebeu que todas as informações desse tipo estão registradas?

(E quanto mais pratico isso, mais vejo que preciso praticar...)

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça - e registre o que ouviu.


2 de julho de 2015

"O errado não deixa de ser errado só porque todos estão fazendo, e o certo não deixa de ser certo só porque ninguém está fazendo."

Não defina atitudes como certas ou erradas pela quantidade de pessoas que as praticam, mas pela qualidade da vida das pessoas que as praticam. Julgue pelos resultados, não pela influência de alguém ou de alguma coisa. Você tem um par de olhos e um cérebro para usar - não é necessário pegar emprestado.